domingo, 18 de agosto de 2013

Ultima vez, mais uma vez

E naquela vontade louca de sorver teu suco, de beber teus sabores, de deixar meus lábios acariciar teus lábios todos...

Perdi o caminho de casa e dos pensamentos, que voaram longe, procurando tua pele... Daquele toque de pêssego que fica rubro quando tocada, por essas mãos pesadas, que só querem lhe prender.

Amarrar-te ao prazer, atar-lhe os pulsos e as possibilidades de fugir, desta noite longa que está sempre por vir.

Mapear cada pedaço dessa peça unica e prazerosa que chama de corpo, sempre sob o domínio da sua mente... Agora da minha, que o faz vibrar e perder o ar, quando sussurro suave bem perto do seu ouvido, que seu dono voltou...

De suave, não muito mais há... Há então muitas urros e grunhidos, múrmuros desesperados procurando ar, e procurando mais pele em que tocar.

Entrelaçados, quase em nó, nada mais poderia influir, não há mundo externo. Não mais...

Agora podemos nos deliciar com o sublime prazer de existir, contraposto ao tamanho prazer que nos faz fluir um pro outro. E em meio ao caos que provocara o frenesi de te amar, transbordei...

Atiro-me ao lado, pra admirar, a imagem favorita dos meus olhos, a beleza desmedida, dessa pele que simplesmente se marca ao ser tocada, joia preciosa, que faz questão de dizer... Não me toque...

E na beleza deste momento, onde a respiração começa novamente a se acalmar...

A gravidade suavemente me faz escorrer de dentro de ti e vejo gota a gota, esbranquiçando o colchão, que abriga nossas taras, o momento de partir.

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